Falta de repasse do PL gera insatisfação no Novo e dirigentes avaliam romper aliança com Wellington

Ala da direção estadual discute possibilidade de deixar coligação e apoiar Otaviano Pivetta; eventual mudança ainda depende de análise política e jurídica

Integrantes da direção estadual do Partido Novo avaliam romper a aliança com o candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL). Parte dos dirigentes passou a defender internamente a saída da coligação e uma aproximação com o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos).

A insatisfação aumentou nos últimos dias e levou integrantes do partido a discutirem uma análise jurídica sobre a possibilidade de rompimento durante o período eleitoral. Atualmente, o Novo integra a coligação de Wellington ao lado do PL, MDB e da federação PRD-Solidariedade.

O principal ponto de divergência envolve recursos financeiros. Conforme relatos obtidos pela reportagem, havia previsão de três repasses do PL ao Novo: uma primeira parcela de R$ 1 milhão e outras duas de R$ 750 mil, totalizando R$ 2,5 milhões.

A primeira parcela teria sido paga, enquanto a segunda, prevista para ser transferida até sexta-feira (11), ainda não teria chegado ao partido. Candidatos do Novo relatam dificuldades para custear despesas da campanha, incluindo a produção de materiais gráficos.

Diante da situação, parte da direção estadual passou a discutir uma mudança de posicionamento e eventual apoio a Pivetta. A possibilidade ainda não está definida e depende de avaliação sobre as consequências jurídicas e eleitorais de uma saída da coligação já formalizada.

A discussão ocorre em um cenário de divergências dentro da aliança de Wellington. Prefeitos filiados ao próprio PL já declararam apoio a Pivetta, levando a direção estadual da legenda a anunciar que analisaria medidas contra gestores que não acompanham a candidatura partidária ao Governo.

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