Boi gordo ganha força e arroba avança em Mato Grosso com escalas mais apertadas
Frigoríficos menores encontram dificuldade para alongar programações de abate, enquanto mercado registra negócios acima das referências em algumas praças
O mercado físico do boi gordo apresentou valorização nesta quarta-feira (16), com negócios realizados acima das referências médias em algumas regiões produtoras. O movimento ocorre em meio à dificuldade de frigoríficos de menor porte para ampliar as escalas de abate, aumentando a necessidade de compra de animais.
Em Mato Grosso, a referência média da arroba ficou em R$ 331,42, frente aos R$ 331,08 registrados anteriormente. O movimento de alta também foi observado em outras importantes regiões pecuárias do país, como São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
As indústrias de maior porte apresentam situação mais confortável na composição das escalas, beneficiadas pela presença de animais provenientes de contratos de parceria e confinamentos próprios. Já frigoríficos menores precisam atuar de maneira mais intensa nas compras para completar suas programações de abate.
Em São Paulo, foram registrados negócios pontuais de até R$ 360 por arroba, embora a maior parte das negociações esteja concentrada entre R$ 350 e R$ 355. O cenário também ampliou a diferença entre os preços praticados no mercado físico e os contratos futuros.
No atacado, os preços da carne bovina permaneceram estáveis após as altas recentes. O quarto traseiro foi negociado a R$ 27,50 por quilo, o dianteiro a R$ 19,50 e a ponta de agulha a R$ 18,50.
O comportamento das escalas dos frigoríficos e a disponibilidade de animais terminados devem permanecer entre os principais fatores acompanhados pelo setor pecuário nas próximas semanas, especialmente com a aproximação do último trimestre do ano.
