Aditivo desenvolvido para melhorar absorção de cálcio e fósforo pelas aves ganha escala industrial no Paraná e pode reduzir custos da alimentação animal
Uma tecnologia brasileira voltada ao melhor aproveitamento de minerais na alimentação animal ganhou escala industrial com uma nova unidade instalada em Apucarana, no norte do Paraná. Desenvolvido pela GFS, o aditivo é direcionado principalmente à avicultura e permite reduzir a quantidade de fosfato adicionada às rações.
Segundo a empresa, o produto aumenta a absorção e a retenção de cálcio e fósforo pelas aves, tornando mais eficiente o aproveitamento dos minerais presentes na dieta. Produzido a partir de óleos vegetais, o aditivo também substitui uma matéria-prima de origem fóssil por uma molécula renovável.
A GFS estima que cada quilo do produto utilizado evita a extração de quase oito quilos de fosfato da natureza. A empresa calcula ainda que, para cada tonelada de fosfato que deixa de ser produzida, mais de uma tonelada de dióxido de carbono deixa de ser emitida. Estudos conduzidos pela companhia indicam economia entre R$ 20 e R$ 30 por tonelada de ração.
Com a nova estrutura industrial em Apucarana, a capacidade de produção do aditivo passa de 500 para 4,5 mil toneladas mensais. A localização foi escolhida pela proximidade com importantes polos produtores e consumidores de ração das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
As soluções produzidas pela empresa já são comercializadas no Brasil e exportadas para o Chile e países asiáticos. A tecnologia está em processo de registro na Europa e nas Américas, com foco inicial no México e nos Estados Unidos. A expectativa é alcançar mais de 20 mercados internacionais até o fim de 2028.
A empresa também desenvolve soluções para a suinocultura, utilizando fibras naturais produzidas a partir de pinos de reflorestamento para melhorar o funcionamento intestinal e o aproveitamento dos nutrientes. Com a expansão industrial, a capacidade de produção dessas fibras chega a 1,6 mil toneladas por mês.
