
Colheita acelerada nos Estados Unidos pressiona soja e milho em Chicago
Avanço dos trabalhos de campo aumenta oferta no mercado enquanto exportações brasileiras sustentam demanda pelos grãos.
O avanço da colheita de soja e milho nos Estados Unidos aumentou a pressão sobre as cotações das duas commodities na Bolsa de Chicago no encerramento da semana. O mercado também acompanhou a valorização do dólar, os juros norte-americanos e as oscilações do petróleo.
A colheita norte-americana de soja já ultrapassava 10% da área, diante de uma média histórica de 6% para o período. O ritmo mais acelerado amplia a disponibilidade do produto e exerce pressão sobre os contratos futuros.
No Brasil, os embarques de soja em setembro já superavam 4 milhões de toneladas. Desde janeiro, as exportações acumulavam cerca de 97 milhões de toneladas, contra menos de 90 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano anterior.
A comercialização da nova safra brasileira atingia 38,5%, próxima dos 39% registrados no ciclo anterior. Em volume, aproximadamente 71,3 milhões de toneladas da próxima produção já haviam sido negociadas.
No milho, a colheita dos Estados Unidos alcançava aproximadamente 12% da área, enquanto a média para o período é de 8%. No Brasil, os embarques do cereal em setembro poderiam se aproximar de 3 milhões de toneladas.
